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sexta-feira, outubro 09, 2009

Nos entretantos

Crises agudas no trabalho, nem sequer dá tempo para traçar a perna e apreciar o sol que solta um belo sorriso. Desconfio sempre quando o Natal chega-me e ainda estamos com resquícios de bom tempo. Dureza de espírito de engravatados ainda com horário de Verão, queremos dar cultura, mas só temos contas de relatórios binários.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Contactos Intímios

Pois bem, sinto que faltei a todos os compromissos marcados até ao fim de semana, isto porque, sexta-feira mesmo ao final da tardinha, tive A revelação macabra, o facto de me dar com pai de filhos, torna-me apta de apanhar todos os bicharocos que putos adquirem! E assim foi, ao ver o mai novo carregadinho de manchinhas brancas na tola, lá fui passar o pente estreito só para descargo de consciência... Qual não é o meu espanto quando começa a cair destes finos e acobreados cabelos animais de patinhas ainda com vida! Ó sorte! Eu ia sair, ia mesmo... divertir-me com os meus comparsas do coloca-discos e afins democráticos mas, não poderia espalhar esta colónia viva e ávida de cabeças novas em abraços e afagos contínuos. Tive de anular e passar o fim de semana em quarentena. Sentia que me tinha exposto à bactéria mais esquisita, fazia parte dos indesejados... Bolas, o puto passou piolhos a todos... e melhor, ria-se afagando o cucuruto!

sexta-feira, junho 01, 2007

O último miar

Triste saber, cocas o gato que queria ser cão, faleceu na sua casota de forma pacífica.
Neste dia mundial da criança, lembro a sua ternura em querer estar sempre a comer, chamando a atenção escavacando a porta da cozinha com as patinhas.
Cocas, o gato obeso com muita personalidade!

segunda-feira, maio 14, 2007

quarta-feira, setembro 27, 2006

Uma questão de ócio

Vergonha, que vergonha!
Queres ver que fiz merda!
Mas porquê? Há azar?... Hein?...
Há azar?... Vejam lá...
Portanto, haverá quem não me visite hoje por razões religiosas, monetárias e quiçá físicas. Recentemente o sorriso parece transfigurado.

Ainda há esperança?

terça-feira, abril 26, 2005

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

É caso sério...

Desde o meu acordar pensei em colocar este post... na verdade a dor que trespassa o nosso coração e os erros que cometemos faz-nos acreditar que tudo nesta vida é errante.
Mas tem um propósito ... estamos aqui para acreditar, para viver cada momento como se tratasse do último, para que a nossa imortalidade sentimental seja perpetuada num só instante.
A Saudade é eterna... mas o sorriso, esse, encadeia a esperança que move-se dia para dia ...

" Did I say that I loathe you? Did I say that I want to Leave it all behind? "

sexta-feira, janeiro 07, 2005

Palavra a descobrir: Tsunami

Sismo: Cerca de 160 mil mortos no sudeste asiático.

Ainda não tinha proferido nenhum comentário sobre a catástrofe no sudeste Asiático durante a época Natalícia.

O número de vítimas mortais causadas pelo sismo de 26 de Dezembro no sudeste asiático na Indonésia, o país mais afectado pelo tsunami que se seguiu ao abalo, e no Sri Lanka, o segundo país mais afectado pelo sismo e pelo subsequente maremoto é impressionante.

Estou solidária e evidente que já contribui, naquilo que posso para auxiliar e tentar apaziguar para esta desgraça...é pouco mas é de coração, o preocupante nesta altura é sobreviver a todo este caos e esquecer os interesses económicos da aldeia global em que vivemos e olhar com olhos de ver para estes milhões de sobreviventes que sofrem todos os dias pelas necessidades mias básicas ao ser Humano. Esses São para mim os verdadeiros Herois.

segunda-feira, agosto 30, 2004

Desilusão Invencível

A palete de cores deste meu sentimento resume-se a este encamento ...

Eitzel acompanha este meu purgar...

Lazarus wasn't grateful for his second wind
For another chance
watch his chances fade like the dawn and leave
I can barely tell you just how pale I get
Without you

I've been a mess since you've been gone

What were the first words that crowd heard him speak
I bet he was cursing at the sky
I bet he wasn't turning no other cheek
And was there still hope and desire left in his heart
For the last word in love

I've been a mess since you've been gone

Your beauty is just a slap in the face
That's gonna bring me back to life
Back to another sky that's blue
It's gonna turn me into another great American zombie

So hungry for you

I've been a mess since you've been gone


Mas The Edge não poderia acertar melhor ...

Hold me now, oh hold me now
Till this hour has gone around
And I gone, on the rising tide
For to face Van Diemen's land.

It's a bitter pill I swallow here
To be rent from one so dear.
We fought for justice and not for gain
But the magistrate sent me away.

Now kings will rule and the poor will toil
And tear their hands as they tear the soil
But a day will come in this dawning age
When an honest man sees an honest wage.

Hold me now, oh hold me now
Till this hour has gone around
And I'm gone on the rising tide
For to face Van Diemen's Land.

ou talvez ...


Bono ... na sua simplicidade rimática ...

Like a desert needs rain
Like a town needs a name
I need your love.

Like a drifter needs a room
Hawkmoon
I need your love.
I need your love.

Like a rhythm unbroken
Like drums in the night
Like sweet soul music
Like sunlight
I need your love.

Like coming home
And you don't know where you've been
Like black coffee
Like nicotine
I need your love,
I need your love.

When the night has no end
And the day yet to begin
As the room spins around
I need your love
I need your love.

Like a Phoenix rising needs a holy tree
Like the sweet revenge
Of a bitter enemy
I need your love.

Like heat needs the sun
Like honey on her tongue
Like the muzzle of a gun
Like oxygen
I need your love,
I need your love.

When the night has no end
And the day yet to begin
As the room spins around
I need your love
I need your love.

Like thunder needs rain
Like a preacher needs pain
Like tongues of flame
Like a sweet stain
Need your love
I need your love.

Like a needle needs a vein
Like someone to blame
Like a thought unchained
Like a runaway train
Need your love,
I need your love.
Need your love
I need your love.

Like faith needs a doubt
Like a freeway out
Need your love.

Like powder needs a spark
Like lies need the dark
I need your love.

Para quem me compreenda e faça estas letras algum sentido... toda esta força... é a minha pátria.
Mas a desilusão consome o meu sorriso!
Adeus... até um dia

quarta-feira, agosto 25, 2004

O sol nas noites e o luar nos dias

" De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.

E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.

Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.

Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem"
Natália Correia

terça-feira, agosto 24, 2004

Com estes olhos ...

Cheios de saudade ...


“ Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que solidão errante até tua companhia!
Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva.
Em taltal não amanhece ainda a primavera.
Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos desde a roupa às raízes,
juntos de outono, de água, de quadris,
até ser só tu, só eu juntos.
Pensar que custou tantas pedras que leva o rio,
a desembocadura da água de Boroa,
pensar que separados por trens e nações
tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos
com todos confundidos, com homens e mulheres,
com a terra que implanta e educa cravos.”
Pablo Neruda




Estou a ir ...


"Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.

Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?

Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?

Ninguém responde, a vida é pétrea. "
Carlos Drummond de Andrade