sábado, outubro 31, 2009
sexta-feira, outubro 30, 2009
quinta-feira, outubro 29, 2009
Mudar sem deixar de Ser
Momentos Marconis
(Sabichona sabe as respostas antes de pronunciar as perguntas seguintes.)

Quando uma melodia que já tem um dono, mas ganha finalmente o cheiro de alguém presente, passamos a ouvi-la antes de todas as outras como se fosse a passadeira vermelha do som?
Enviamos mensagem para o número privado com beijo caprichado quando o silêncio aperta o coração e tememos o esquecimento de outrém?
Sorrimos na primeira hipótese que temos quando tiram conclusões de expressões da nossa escrita solitária puramente casual?
segunda-feira, outubro 26, 2009
Saúda(de)
Brindou com o seu coração totalmente aberto, já a derreter na boca e sem sede, percebeu que tinha escorregado nobres partículas para as veias onde bailavam seguras e batiam como nunca. Segundos passados, irriga o sangue na cabeça e mexe o dedo mindinho por vontade de mais. Nada ficou comprimido, só o nome que dantes era mutante dita-se agora, amor, na corrente das horas sentidas como instantes de memória, ela move-se ao som de piano de cauda.quarta-feira, outubro 21, 2009
sexta-feira, outubro 16, 2009
quinta-feira, outubro 15, 2009
Sustenção voluntaria
Aos que pensam que dizem mas não o fizeram, aos que sentem mas omitiram, aos que mostraram mas pouco concluíram. Desde que se faça acreditar, o modo deixa de ser implicativo. A tarefa árdua é prolongar com pertinácia um modo próprio até dilatar a voz, o olhar, a mão, a palavra, a boca... Espairando por tempo indeterminado o coração de canal aberto, livre de tortura indolente.
Do mudo para o modo
Na intimidade serena de um abraço ela revela "Sabes que que há uma sintonia quando conseguimos sentir o batimento cardíaco do outro, o nosso coração começa a acompanhar o mesmo ritmo, tornando-se num só..." A resposta foi um "Uhm..." já perdido num sono que prestava sentinela desde o início. Perseverança de exortação continua de silêncio com alegria, ela prudentemente move-se ocupando parte do leito marcado, adivinhando que a sua perspectiva fora encarada só como palavras num recado exclamativo. Não se perde muito tempo a ouvir disparates a meia luz, escuta-se sem tomar articulação na junção do prenúncio.
quarta-feira, outubro 14, 2009
Melómana de coração

Num relance cantiga bonita ficou em silêncio, tão doente que os vizinhos reclamaram a sua ausência. Ela gritou baixinho para que pudessem ouvir, " Sozinha, não posso ter aquele lirismo melódico cantado que flui de mansinho a um final pleno de sinfonia elegante".
E a morada da pequena aguardou que a companhia certa chegasse, para de novo ter uma colcheia a marcar o final do tempo mortiço oral.
E a morada da pequena aguardou que a companhia certa chegasse, para de novo ter uma colcheia a marcar o final do tempo mortiço oral.
terça-feira, outubro 13, 2009
Beijo-te na boca, porque posso
Acho interessante verificar os graus de intimidade das pessoas comuns, dos abraços sentidos, do puxar de gargalhadas, do pular para uma anca, rodopiar de contentamento, abrir as mãos e livremente bracejar de alegria sincera, até mesmo do beijar na boca com o afecto familiar, cumplicidades vividas intensamente... Tudo isto cingindo-se a um grau de amizade profundamente bela. Aflige-me quando isso não se aplica seguidamente a outros que temos mais intimidade do que aquele comparsa bonacheirão que tanto gostamos, questiono-me, o que falta então?
Mais Amor? Desejo? Garantia? Confiança? Espontaneadade?
Ou somos apenas fruto da delicadeza de profanar a Amizade?
256 dias e uma manhã
Sem promessas, encargos, tropelias, avanços, trabalhos ou responsabilidade apenas um fio condutor que por magia oferece encanto. Num todo, há um sabor a insolência por desejar num futuro um pouco mais, respondendo assim às impossibilidades intemporais exigidas por sociedades de rápido consumo. Devolve-se quase sempre a uma só noite trivialmente preenchida que reconhece ser anónima, mas, confidencial para por fim amanhecer em pensamentos fechados. Individualmente constroi-se até o sol cair, para de novo garantir o início próprio.segunda-feira, outubro 12, 2009
Simula uma entrada a pés juntos na praia
Foram as férias, foram os sabores e sempre sem as ligeirinhas marquinhas de biquíni, mas o sorriso esteve lá sem mistério, uma osmose aproveitada com sensações únicas que passeiam já na memória recente de sabor fresco e doce. Resta agora, os momentos plenos dum Outono veraneio que ilustra estes dias que encolhem abruptamente. Sabem a sal, sabem a ele, a mim, a nós. Sabem-nos. Sem o poder encantado, mas com a fonte de recurso natural. Por meio de desavenças e benefícios, é belo encontrar o dito equilíbrio que se busca que é borrifado como um spray fresco daquelas águas glaciares elegantes.
Estendo a toalha, nesta estada valorizada de energia positiva sem catástrofes. Descanso fraterno, com o sol saudável e protegida de raios nocivos externos. Lido com a mudança inexoravelmente moldada na partilha. Lido-me. Emergindo do mar que me viaja em marés e correntes, trago agorazinho o souvenir ideal, a paz inesgotável.
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