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segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Muro de líquenes

Da janela acenas o meu pular de contentamento enquanto escorrego pela calçada, onde os cestos eram manufacturados.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

segunda-feira, novembro 02, 2009

Flamming lips

Às vezes percebemos que o objecto amado não quer apenas o momento pleno do presente dado, mas também ser dono do passado escondido. Nesses momentos sabemos que temos um caminho longo a percorrer e ter tenacidade para o revelar.

quinta-feira, outubro 15, 2009

Sustenção voluntaria

Aos que pensam que dizem mas não o fizeram, aos que sentem mas omitiram, aos que mostraram mas pouco concluíram. Desde que se faça acreditar, o modo deixa de ser implicativo.
A tarefa árdua é prolongar com pertinácia um modo próprio até dilatar a voz, o olhar, a mão, a palavra, a boca... Espairando por tempo indeterminado o coração de canal aberto, livre de tortura indolente.

sexta-feira, setembro 25, 2009

Palavras meramente escangalhadas

Impressionante como conseguimos reinventar-nos sistematicamente. Sem desculpa de perder a identidade, somos maturação de uma dimensão própria infindável. Genuína mente percorremos a saudade da memória de um imaginado estar, que nunca é. Há alturas que temos de largar e perdoar a latitude de ser mais que o plágio de perfeição. Caminho atribulado e resilente, mesmo quando deparamos com nobres sentimentos.

quarta-feira, setembro 09, 2009

Aforismo de capricho meu.

Há alturas em que o teu olhar tem uma respiração tão ofegante que consigo ouvi-lo ao longe a chamar por mim.

segunda-feira, setembro 07, 2009

Sábio gozo de fantasia.

Alguém disse um dia que sexo só é indecente, quando bem feito. E os sonhos picantes que invadem a noite? Serão quimeras de uma vida sã quando nos deixam ao acordar num arfante estado sem palavras? Segundo Freud, o sonho é a realização do desejo... Então estes sonhos ricos, que trazem de volta a capacidade estável de (re)descobrirmos-nos, passam a ser um amor que não se define, apenas sente-se de olhos semi-cerrados?

sexta-feira, julho 24, 2009

Quotidianos logísticos

"Amar-te-ei com intermitências num amor incorruptível", disse-lhe enquanto colocava o prato na mesa com macarrão cozido em molho de tomate maduro. Logo percebeu, que faltava a rúcola no seu almoço de final de semana. Negligente, procura na dispensa individualizada de alimentos, algo que possa garantir a refeição perfeita, até mesmo o naco de parmesão italiano falhou... "Amar-te-ei, doce tentação, mas de momento tenho de ir à charcutaria. Lanchamos?"
Ela sorri serenamente, roendo um pêssego amarelo, imaginando que seria muito melhor se tivesse mesmo acontecido assim...

terça-feira, abril 14, 2009

(da) Amizade

Anos a correr passam, por nós mortais, pela vida que tentamos querer, por tempos e momentos. Construímos amizades, depedimo-nos de empregos fajutos, namoramos com tipos fabulosos (outros menos), encontramos-nos, relevamo-nos. Para mim, há sempre algo que impera, os amigos, os meus resistentes amigos, os meus poucos e únicos comparsas farsolas bem dispostos. São aqueles que ficam, que nos vêem chorar à parva, que nos fazem rir à tola, que nos encontram a cair de bêbada ou ligeiramente tocada, até mesmo é-lhes consentido o direito de nos ver a engasgar em pedacinhos de pão ao jantar. Aqueles que não se importam de continuar a conversar connosco, mesmo quando temos uma ramela bem manhosa no olho. Amigos. Os grandes amigos, aqueles que passamos meses sem falar mas que estão a um passo de uma mensagem de alento saudoso. São aqueles que recebem postais nas férias dos locais idiotas que pernoitamos. São só amigos. São muito. São meus. São o reflexo do que gosto, do meu amor e a minha essência.
Eu perdi um amigo recentemente, doeu. Não veio nas notícias, não foi importante para ninguém, só eu senti a sua ausência. O lugar vagou sem a minha permissão, chorei, pois um bocadinho de mim foi-se sem saber ao certo a razão. A emoção fica, registada num todo, num largo e eterno sempre, pelas recordações maravilhosas de alguns anos de confidências, sem qualquer tipo de hesitação e exigência. Uma partilha singela de pura amizade.

segunda-feira, março 30, 2009

Consolidar

"Desbloqueaste-me", disse-me no leito com a tonalidade disponível desmedida. Um olhar sincero mas à cautela, à espera de que a sua própria razão lhe desse a noção capaz recheada de um lar perdido no tempo da memória. Uma resposta interna que em fintas descontroladas se recria surgindo a cada momento, onde a passagem de tempo destroi a saudade de outros corpos de outras vidas e sorrisos.
Guerreiro, de espirito sagaz, inteligente e eloquente, entende que a aventura existêncial detona. Afastando-se. Ele dá, mas a noção de enriquecer é uma construção cuidadosa. As suas defesas têm uma sobredosagem de memórias felizes, não permitindo a viagem para norte, de uma partilha que é o início para tal ilha deserta, de um arquipélago de acesso limitado seja imprevisível. decero que a magia continua, sem batotas acrescenta um espalhar de palavras onde a beleza genuína é impedida de florescer. Cuidadosamente, apresenta-se, metódico à espera de um estímulo aflito de liberdade absoluta.

Resta-me apenas a provocação, a fronteira incalculável que resgata os desafios dos limites insubordinados de rebeldia. Terei de ser dócil, não posso afugentar o racional... a naturalidade perder-se-à para dar atenção aos pormenores que tanto respeito.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Querem ver como estou contente?

La Roux v Monkey Dust: 'FASCINATION'
Mais do que uma música contagiante, um desejo de voltar a botar discos com o meu parceiro de eleição... 
Vamos isso dearest old'chum?