Estou a ficar mesmo deprimida, até já penso na ajuda humanitária e certas melodias do passado que encravaram verões assim um tanto à parva...
Yann Andersen - Song for Nadim
Yann Andersen - Song for Nadim
Isto não é porreiro pah, então Socras onde estão as tuas maneiras, falta comprares o DVD da Bobone!
tipo de programação que temos. Mesmo que seja diluída na conta da EDP, para que digamos que não existe. Ontem à noite, demorei a recompor-me da bofetada de luva branca que a RTP me vem a dar lentamente como quem chama por mim: como é que este país podia passar sem esse verdadeiro serviço público que é o novo programa de Jorge Gabriel, um concurso com a característica de contar com crianças, não no papel de concorrentes, mas para os ajudar nas respostas. "Sabe mais do Que Um Miúdo de 10 Anos?". Até à poucos anos tinhamos a taxa de analfabetismo mais alta da Europa, agora de repente querem saber coisas dadas à 50 anos do meio Físco e Social? Tá mal, muito mal.
Como é possível alguém raciocinar com alguma qualidade, se acorda às 8.17H da manhã e se depara que já estão 28ºgraus?
E o Verão que nunca mais chega, a sede incontrolada por líquidos frescos, os abanicos improvisados, o suado contínuo ... à guiza do costume não arrumo os aquecedores e cobertores electricos, pois já o fiz 3 vezes desde que li e ouvi que iria ser o verão mais quente da última década. Chuva, vento e vir para aqui dissertar sobre desgraças com a qualidade elevada é o que é exigível hoje em dia. Esta ideia é verdadeira mas um tanto perigosa. É óbvio que ninguém precisa de estar sempre a lamentar, mas a malta até gosta da engraçada conversa do coitadinho.
Ou eu já não sei viver semi-ajuntada, ou não entendo a raça masculina e as suas crises existênciais.
Marrocain, deixa por agora a ideia de N.Y. vamos é apanhar uma valente piela à Ucrânia!
A sincronizar o tempo e o prazer, a acreditar que a teimosia compensa, claro que em excesso acaba por esfolar!

Tabu... ou será mesmo a estupidez?
Perturba-me a essência humana, o estar e a vontade são elemetos tão naturais no Homem e tão díspares que confundem o mais mortal, o que espero encontrar nesta vida é as pessoas que fogem quando são confrontadas com a realidade, mesmo que esta seja um pouco mais dura, mas apelam logo à fuga, queixando-se de mau estar e de racciocinios pouco lógicos.
A paciência, essa arte de saber estar na vida promove multiplas situações das quais não quero aprofundar muito, mas os seus dissabores por vezes fazem perder a dita fé nas pessoas, achando que somos manipulados por caprichos de outrém, é verdade... por vezes parecemos marionetas sem ter qualquer tipo de percepção lógica
Na verdade, acredito que as pessoas não têm má índole quando não são passíveis de decidir o que querem, apenas olham para o seu umbigo e acreditam que dali sairá a resposta para a verdade absoluta.
As decepções e desilusões só nos aparecem como verdade, quando arquivamos e rotulamos a situação de inútil... mas eu sempre dei o benefício da dúvida, sempre achei que indepententemente da maior alucinação que um sujeito possa ter, no fundo ainda não percebeu que a comunicação é o ancinho que lavra a terra que é o nosso caminho.
Ora bem, se a vontade e o estar não é a mesma coisa... onde posso eu enterder-me nestas vidas que se cruzam com a minha? Como será possível estar com alguém sem vontade? Ou mesmo ter vontade e não estar?
Será um enigma de palavras ... ou falta de interesse, ou mesmo acanho de responsabilidade... Na nossa sociedade o cidadão é cosmopolita ... e será que os relacionamentos de hoje estão a par dos excelentes almoços que a comunidade tem no Macdonalds ou na Pizza Hut... resume-se a um fast love, fast eat? Satisfazendo um momento tão curto ... quanto o tempo disponível ... pois tudo o resto é supérfulo?
Será?
Serei eu da velha guarda em acreditar que saborear grandes momentos nos traz felicidade?!
Será que é um tabu ... ser emocional, ser verdadeiro... unir o estar e a vontade?
Será que já não há espaço nem paciência para a "estupidez social" que é a sinceridade?
Será?