segunda-feira, março 09, 2009

(dos) Amores

As histórias de amor são sempre de encantar, pelo menos sempre as vivi assim. Sempre amei com a perdição de poder querer mais e mais. De tudo o resto fica-nos a identidade de ter a capacidade de cuidar e de desejar o próximo. Um próximo que passa uma vida inteira como um perfeito estranho anónimo e de um momento para o outro entranha-se nos pensamentos como se deles fizesse parte uma toda uma eternidade em comum.
As Histórias de Encantar são eternas e belas, cenários perfeitos, atitudes idílicas, criações exemplares, as de Amor por vezes não, os príncipes da vida quotidiana não têm um cavalo alado branco, muitos nem cavalo possuem, alguns nem porte. 
No entanto não podemos desistir, não na busca, mas, na entrega (caiu em desuso, é algo que não é hype, não  está na moda... Isso era do outro tempo, mas eu sou do outro tempo). Acredito, que sem Amor o Ser Humano funciona mal ou se calhar não tão bem, é como um carro à espera de revisão necessária por fata de dinheiro... Anda, mas não flui.
Por tanto e tudo, acreditar é a chave. Na verdade, as histórias de Encantar de quando eu era mera gaiata começavam clássicamente com um Era Uma Vez, eu hoje em dia, estranhamente pondero se posso começar uma com a frase "Já é Amanhã?". 
Deixam-me?

3 comentários:

Anónimo disse...

Tu és é muito tonta, mas por isso gostamos de ti.

Rui disse...

Peço desculpa por estar a mencionar isto mas penso que se enganou - "As Histórias de Encantar são são eternas e belas..."

A entrega não caiu em desuso, o ênfase do pronome pessoal é que se modificou ao longo do tempo.

Kat disse...

Obrigada Rui pela observação do erro, já alterei.
Agradeço também, pelo comentário pertinente.